SAÚDE
Fiocruz vê aumento de casos graves de covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação
Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina têm sinais de alta, mas em quatro delas a incidência segue muito baixa.
Paralax Brasil · · Edição do dia
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil aumentou em setembro e outubro, incluindo os causados por covid-19, segundo a Agência Brasil. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Boletim InfoGripe mais recente.
De acordo com o boletim, há sinais de aumento de casos graves de covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O documento destaca que, nas quatro últimas, a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos.
Três estados têm incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina. Entre as 27 capitais, duas estão em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa, segundo a Fiocruz.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, 50,1% foram por rinovírus, 10,1% por vírus sincicial respiratório e 8,5% por covid-19. A influenza A respondeu por 4,2% e a influenza B por 4,7%. Entre os óbitos, a covid-19 esteve presente em 24,1% dos casos positivos, atrás do rinovírus, com 43%. A influenza B teve 12,7%, o vírus sincicial respiratório 3,8% e a influenza A 1,3%.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG. Desses, 91.420 (53,3%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo e ao menos 7.457 (4,4%) aguardavam resultado laboratorial.
O InfoGripe indica que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade médias mantêm o padrão típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência é mais elevada em crianças de até 2 anos. Na mortalidade ocorre o inverso, e a população com 65 anos ou mais é a mais afetada.