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Milton Leite é um dos 16 indiciados em inquérito sobre infiltração do PCC em ônibus de SP

Inquérito da Polícia Civil na Operação Vectura Corrupta aponta influência da facção sobre 12 das 22 empresas de ônibus que operam na capital paulista.

Paralax Brasil · · Edição do dia

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) está entre os 16 indiciados pela Polícia Civil na Operação Vectura Corrupta. O inquérito, que apura a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de transporte coletivo na capital paulista, foi apresentado neste sábado (7), segundo a CNN Brasil.

De acordo com o inquérito, Milton Leite é citado diversas vezes como suposto responsável direto pela operação de empresas de ônibus investigadas por ligação com a facção criminosa. Ele se entregou à polícia na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, em 18 de setembro, e permanece preso temporariamente desde então, informou a emissora.

Segundo a CNN Brasil, o Ministério Público afirma que declarações de policiais militares, em um procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, apontam Milton Leite como suposto dono de fato da empresa Transwolff. A Polícia Civil diz que alguns investigados ouvidos na apuração afirmaram que, na prática, a empresa pertenceria ao ex-vereador. A suspeita é negada por ele.

As investigações apontam que o PCC teria influência ou controle sobre 12 das 22 empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo, além de companhias em municípios do ABC Paulista e da Baixada Santista. A Transwolff está entre as empresas investigadas.

O inquérito também apurou possíveis relações entre integrantes da facção e agentes políticos. Um dos focos foi o suposto financiamento de candidaturas pelo PCC, especialmente nas eleições municipais de 2024, em Praia Grande, no litoral paulista, além de pleitos realizados neste ano. Conforme as autoridades, a organização buscaria ampliar sua influência na administração pública por meio do financiamento de candidatos e da aproximação com representantes políticos.

Conduzida pela Dise de Mogi das Cruzes, a investigação reuniu análises de celulares, documentos, registros financeiros, depoimentos e provas compartilhadas judicialmente. O documento aponta o uso de pessoas em posições intermediárias para ocultar os supostos responsáveis pelos negócios, pagamentos a integrantes do PCC e possíveis interferências em processos licitatórios e no financiamento de candidaturas.

Apesar da conclusão do inquérito, as investigações continuam. A Polícia Civil informou que pretende analisar materiais pendentes, aprofundar as suspeitas de lavagem de dinheiro e identificar a possível participação de outras pessoas e empresas. O relatório será submetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A CNN Brasil tenta contato com a defesa do ex-vereador.

Os ângulos

Polícia Civil e Ministério Público

Segundo o inquérito, Milton Leite é citado como suposto responsável direto pela operação de empresas de ônibus investigadas. O Ministério Público afirma que declarações de policiais militares o apontam como suposto dono de fato da Transwolff, e a Polícia Civil diz que alguns investigados ouvidos relataram que, na prática, a empresa pertenceria a ele.

Milton Leite

De acordo com a CNN Brasil, ele nega a suspeita de que seja dono da Transwolff. Em declaração anterior citada pela emissora, disse: "Vou provar minha inocência". A emissora tenta contato com a defesa.

Fontes

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