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MEIO AMBIENTE

Governo Trump propõe afrouxar regras de controle das emissões de metano

A mudança atingiria poços de petróleo e gás de baixa produção, responsáveis por cerca de metade das emissões de metano do setor nos Estados Unidos.

Paralax Brasil · · Edição do dia

O governo de Donald Trump avançou nesta terça-feira, 27 de outubro, com uma proposta para flexibilizar regras federais que obrigam empresas de petróleo e gás a reduzir emissões de metano nos Estados Unidos. Segundo a Folha de S.Paulo, com informações do The New York Times, o presidente anunciou o plano durante um comício em Lubbock, no Texas, em apoio ao candidato republicano ao Senado Ken Paxton.

A proposta da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, reduz exigências aplicáveis a centenas de milhares de poços marginais, que têm baixa produção e estão próximos do fim da vida útil. De acordo com a Folha de S.Paulo, esses poços respondem por cerca de 7% da produção norte-americana de petróleo e gás, mas geram aproximadamente metade das emissões de metano do setor, segundo declarações anteriores da agência.

As normas foram publicadas pelo governo de Joe Biden em 2023 e determinavam que instalações de petróleo e gás monitorassem suas operações e evitassem vazamentos de metano. Segundo a Folha de S.Paulo, o governo Trump já havia adiado a entrada em vigor dessas exigências. Trump classificou as regras como caras e desnecessárias.

O administrador da EPA, Lee Zeldin, afirmou que as normas teriam provocado o fechamento de vários poços menores. Segundo ele, a flexibilização permitiria ao setor economizar US$ 45 bilhões, equivalentes a R$ 240,69 bilhões, até 2050. Autoridades do governo apresentam a medida como uma forma de estimular a produção de petróleo e gás e reduzir os preços para os consumidores, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Grupos ambientalistas contestam a mudança. Segundo a Folha de S.Paulo, eles afirmam que os vazamentos representam desperdício do próprio produto comercializado pelo setor e destacam que as regras também reduziriam poluentes como compostos orgânicos voláteis, que podem formar smog, e benzeno, associado ao câncer.

O metano, principal componente do gás natural, retém no curto prazo cerca de 80 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono e responde por quase um terço do aumento das temperaturas globais desde o início da Revolução Industrial, segundo a Folha de S.Paulo. A reportagem informa ainda que grandes empresas do setor apoiam ao menos alguns limites às emissões, enquanto operadoras pequenas e independentes consideram parte das regras cara e excessivamente restritiva.

Os ângulos

Governo Trump e Agência de Proteção Ambiental

Segundo a Folha de S.Paulo, defendem que as regras da gestão Biden são caras, podem fechar poços menores e que a flexibilização estimulará a produção e reduzirá custos para o setor.

Grupos ambientalistas

De acordo com a Folha de S.Paulo, afirmam que controlar vazamentos evita desperdício, reduz emissões de metano e também limita outros poluentes nocivos.

Grandes empresas de petróleo e gás

Segundo a Folha de S.Paulo, muitas apoiam ao menos alguns limites para o metano e dizem já ter investido em tecnologias de monitoramento e captura.

Operadoras pequenas e independentes

De acordo com a Folha de S.Paulo, consideram várias exigências caras e restritivas e dizem que aplicá-las a poços de baixa produção levaria ao fechamento de muitas unidades.

O que muda para você

Se a proposta for adotada, poços marginais de petróleo e gás terão exigências menos rígidas para conter emissões de metano. Segundo a Folha de S.Paulo, o governo estima economia de US$ 45 bilhões para o setor até 2050, enquanto ambientalistas afirmam que os vazamentos são desperdício e que as regras também reduziriam outros poluentes.

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