TECNOLOGIA
IA amplia descoberta de falhas e pressiona equipes de segurança no Vale do Silício
Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, empresas ampliam recursos para corrigir vulnerabilidades identificadas pela inteligência artificial.
Paralax Brasil · · Edição do dia
Equipes de segurança de empresas do Vale do Silício enfrentam um aumento nas descobertas de vulnerabilidades em programas de computador feitas por inteligência artificial. Segundo reportagem do The New York Times publicada pela Folha de S.Paulo, Fouad Matin, responsável pelos esforços de preparação e segurança cibernética da OpenAI, coordenava, em 21 de outubro, a correção de duas falhas críticas que ameaçavam comprometer boa parte da internet.
De acordo com a reportagem, o trabalho mobilizou pesquisadores de startups e grandes empresas de tecnologia, além de autoridades dos Estados Unidos e de outros países. Matin afirmou que a OpenAI mantém várias equipes de segurança cibernética e destina uma quantidade significativa de capacidade computacional à identificação e à correção de problemas.
Segundo a OpenAI, citada pela Folha, seus modelos foram usados por pesquisadores internos e externos para encontrar mais de 1.300 falhas desde que a empresa começou a examinar programas de código aberto, em maio. A reportagem também informa que, em junho, o Google usou inteligência artificial para identificar e corrigir 1.072 falhas no Chrome, mais do que o total de problemas corrigidos no navegador nos dois anos anteriores.
A pressão também atinge projetos de código aberto. Segundo a OpenJS Foundation, citada na reportagem, o Node.js, ferramenta para desenvolvedores usada por empresas como Uber e Netflix, confirmou e corrigiu 50 vulnerabilidades neste ano, seu maior total histórico. Matteo Collina, diretor de tecnologia da Platformatic e colaborador na manutenção do projeto, relatou que a OpenAI o alertou neste mês sobre uma falha que poderia permitir acesso indevido a sistemas e roubo de dados.
O aumento das notificações inclui relatos de qualidade diferente, segundo a reportagem publicada pela Folha. Desenvolvedores receberam tanto descrições de ameaças significativas quanto notificações confusas e sem testes, geradas por IA. No fim de janeiro, o projeto de código aberto Curl anunciou que deixaria de pagar recompensas pela descoberta de falhas, citando o excesso de notificações.