TECNOLOGIA
Smart Sampa adotará reconhecimento facial para controlar acesso ao sistema
Medida foi anunciada após dados restritos e credenciais de usuários ficarem expostos em um repositório público.
Paralax Brasil · · Edição do dia
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira (27) que o acesso de servidores ao Smart Sampa passará a exigir reconhecimento facial. Segundo a Folha de S.Paulo, o sistema de monitoramento reúne cerca de 58 mil câmeras na capital paulista.
A mudança ocorre após uma reportagem do UOL revelar que informações restritas permaneceram disponíveis em um repositório público na internet por cerca de 11 meses. De acordo com a Folha de S.Paulo, o material incluía 181 logins e senhas, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções para reproduzir o sistema em computadores ou celulares. O portal também informou ter visualizado imagens da plataforma.
Segundo a Folha de S.Paulo, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que não houve invasão do Smart Sampa e atribuiu o episódio ao compartilhamento indevido de uma senha por um servidor da Guarda Civil Metropolitana. De acordo com o jornal, o guarda foi afastado pela prefeitura. O Ministério Público de São Paulo registrou uma notícia de fato para avaliar os indícios, etapa que ainda não representa a abertura de inquérito civil.
No mesmo evento, a prefeitura assinou um acordo com o Ministério Público para compartilhar informações e imagens do Smart Sampa com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaeco. Segundo a CNN Brasil, a medida busca apoiar investigações e ações de prevenção contra o crime organizado. De acordo com a Folha de S.Paulo, nove promotores poderão acessar o serviço para buscar imagens relacionadas às investigações.
Outro acordo permitirá integrar o Smart Sampa ao banco de dados do Ministério Público sobre agressores de mulheres sujeitos a medidas protetivas de urgência. Segundo a Folha de S.Paulo, o Ministério Público afirma que cerca de 40% desses homens não são localizados ou notificados por oficiais de Justiça. De acordo com a CNN Brasil, o sistema emitirá um alerta para que a Guarda Civil Metropolitana faça a abordagem e comunique o agressor sobre a medida judicial.
A CNN Brasil informa que o primeiro acordo, voltado ao intercâmbio de informações e imagens com o Gaeco, terá vigência de 12 meses e poderá ser prorrogado. O segundo, relacionado às medidas protetivas, terá validade de 60 meses e prevê o uso de mais de 50 mil câmeras. Segundo a CNN Brasil, a Justiça também determinou uma perícia técnica independente no Smart Sampa para avaliar o funcionamento do sistema.
Os ângulos
Segundo a Folha de S.Paulo, a gestão atribui a exposição ao compartilhamento indevido de uma senha, nega que tenha ocorrido invasão do sistema e afirma que o acesso por reconhecimento facial aumentará a segurança.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a instituição registrou uma notícia de fato para avaliar os indícios apresentados, mas ainda não instaurou inquérito civil.
Segundo a CNN Brasil, a Justiça determinou que o Smart Sampa seja submetido a uma perícia técnica independente.
O que muda para você
Servidores passarão a acessar o Smart Sampa por reconhecimento facial. Os acordos também permitirão que o Gaeco consulte imagens em investigações e que a Guarda Civil Metropolitana receba alertas sobre agressores ainda não notificados de medidas protetivas.