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Trump volta a dizer, sem provas, que as eleições brasileiras foram fraudadas

Em comício no Texas, o presidente americano repetiu a acusação pela segunda vez em dois dias; na véspera, havia citado a prorrogação do horário de votação no Brasil.

Paralax Brasil · · Edição do dia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), sem apresentar provas, que as eleições brasileiras foram fraudadas. Na votação de domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em comício no Texas, segundo o Poder360, a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil.

Ao falar do Partido Democrata, de oposição, Trump o chamou de “os maiores fraudadores de eleições na história” e emendou: “Se bem que o Brasil também fez um ótimo trabalho, não é? Vocês viram isso? Não foi legal. Eu não apoiei ninguém, mas não gostei daquilo, não pareceu nada bom”, na tradução da Folha. As três fontes registram a frase com pequenas diferenças de tradução.

Segundo o Poder360, é a segunda vez que Trump atribui a vitória de Lula a fraude. Na segunda-feira (26), após horas de silêncio sobre o resultado, ele disse que a prorrogação do horário de votação foi “muito estranha” e que a eleição “pareceu mais uma eleição fraudada”, de acordo com a Folha. Questionado se tomaria alguma medida, respondeu que é presidente dos EUA, não do Brasil, e afirmou: “Gosto de Lula, me dou muito bem com ele”.

De acordo com a Folha, Trump não apoiou Flávio explicitamente, como fez com outros candidatos de direita na América Latina. Seu governo, porém, buscou favorecer a candidatura ao classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas, como propunha o senador, e ao impor novas tarifas contra o Brasil pelo que chamou de má-fé de Lula nas negociações. Segundo o Poder360, Trump é próximo da família Bolsonaro, e o New York Times informou, com base em fonte do governo, que o Departamento de Estado planeja emitir vistos para Flávio e sua família.

As declarações ocorrem em meio à campanha para as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro, segundo a CNN Brasil. Trump tem feito comícios quase diários em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso. De acordo com a CNN, candidatos republicanos ao Senado aparecem atrás ou em disputa acirrada em estados como Texas, Ohio e Iowa.

Trump, que nega ter perdido a eleição de 2020 para Joe Biden, disse nesta terça-feira que respeitará o resultado das eleições de meio de mandato se o pleito for “honesto”, sem esclarecer o que isso significaria, segundo o Poder360. O site também informa que o republicano enfrenta o menor nível de aprovação de seus dois mandatos.

Os ângulos

Donald Trump, presidente dos EUA

Afirma, sem apresentar provas, que a eleição brasileira pareceu fraudada e cita a prorrogação do horário de votação. Diz que não tomou partido, que gosta de Lula e que é presidente dos EUA, não do Brasil.

Fontes

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