MEIO AMBIENTE
Estudo estima 26,7 mil mortes adicionais por calor no Brasil entre junho de 2026 e março de 2027
O Poder360 informa que a projeção do Climate Impact Lab prevê 19,5 mil mortes acima da média no país nos próximos seis meses, entre outubro de 2026 e março de 2027.
Paralax Brasil · · Edição do dia
Uma projeção do Climate Impact Lab, grupo ligado à Universidade de Chicago, estima que o calor extremo pode causar cerca de 857 mil mortes adicionais no mundo até março de 2027. No Brasil, a estimativa para o período de junho de 2026 a março de 2027 é de 26,7 mil mortes acima da média, segundo o Poder360.
Para os seis meses entre outubro de 2026 e março de 2027, o g1 informa que o laboratório estima cerca de 373 mil mortes adicionais no mundo. O Brasil pode registrar cerca de 19 mil nesse intervalo, segundo o g1. O Poder360 informa uma estimativa de 19,5 mil para os próximos seis meses.
O monitor do laboratório também calcula que o calor extremo já teria provocado 484,5 mil mortes adicionais no mundo entre junho e setembro de 2026. A estimativa aumentou em relação à projeção divulgada em setembro, com as temperaturas observadas em agosto e setembro acima do previsto, segundo o Poder360 e o g1.
As estimativas comparam as mortes projetadas com a média do período de referência de 1996 a 2005, segundo o Poder360. O g1 explica que os pesquisadores relacionam temperaturas diárias à mortalidade por todas as causas e consideram diferenças locais de clima, vulnerabilidade e capacidade de adaptação.
O levantamento prevê impactos em diferentes regiões do Brasil: secas e incêndios no Norte e no Nordeste, mais ondas de calor no Centro do país e chuvas extremas no Sul, segundo o Poder360. O g1 informa que a ferramenta do laboratório apresenta estimativas mensais para cerca de 3,7 mil regiões administrativas de diferentes países e será atualizada mensalmente até o fim do episódio de El Niño.
O que muda para você
As projeções podem ajudar governos e organizações a identificar regiões vulneráveis e direcionar medidas de prevenção, como sistemas de alerta, acesso à saúde, centros de resfriamento e proteção de trabalhadores expostos ao calor, segundo o g1.