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INTERNACIONAL

Democratas vencem no Senado e na Câmara dos EUA, e Trump reconhece o resultado

Segundo o Poder360, o partido já tem ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado; Trump diz que trabalhará com a oposição, mas não assume responsabilidade pela derrota.

Paralax Brasil · · Edição do dia

O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). O presidente Donald Trump, do Partido Republicano, reconheceu a vitória adversária na madrugada desta quarta-feira (4), em entrevista à Fox News, segundo o Poder360.

Os números variam conforme a fonte. O Poder360 informa que os democratas já têm ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado e 225 das 435 da Câmara. O g1, com apuração até a manhã desta quarta, fala em 54 cadeiras no Senado e 228 na Câmara. A CNN Brasil, citando projeção da CNN, afirma que o partido ultrapassará 218 cadeiras na Câmara e 51 no Senado, o que consolidaria o controle das duas Casas por dois anos. O Poder360 explica que o placar do Senado considera tanto os vencedores deste ano quanto os senadores cujos mandatos continuam.

Segundo o Poder360, que cita projeções da CNN, os democratas passarão a ocupar cadeiras antes republicanas em ao menos sete estados: Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Maine. No Texas, James Talarico obteve 55% dos votos contra 43,1% de Ken Paxton, e é o primeiro democrata eleito para o Senado pelo estado desde 1988. No Kansas, Adam Hamilton venceu Roger Marshall por 50,9% a 46,1%, na primeira vitória democrata para o Senado no estado desde 1932. No Maine, Troy Jackson derrotou a senadora Susan Collins por 53,8% a 46,1%.

Nos demais estados, a publicação aponta Josh Turek vencendo Ashley Hinson no Iowa, por 50,5% a 46,4%, e Sherrod Brown superando Jon Husted em Ohio, por 49,7% a 45,5%. Na Carolina do Sul, Annie Andrews teria derrotado a senadora Darline Graham por 51,1% a 46,7%. Na Carolina do Norte, Roy Cooper venceu Michael Whatley por 58,7% a 39,1%. Segundo o Poder360, as campanhas democratas exploraram o custo de vida, as tarifas impostas por Trump e a guerra contra o Irã.

À Fox News, Trump disse: "Parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho". Afirmou ainda que não vê o resultado como "um golpe" contra ele e que os dois últimos anos foram "os melhores da história da Presidência". Segundo o Poder360, Trump disse que trabalhará com os democratas, mas não assumirá responsabilidade pelos resultados. Mais cedo, ele publicou na Truth Social a imagem de um boné vermelho com a palavra "veto", o que o Poder360 interpreta como sinal de que usará vetos para governar.

A CNN Brasil relata que Trump disse ao The New York Times estar "absolutamente disposto a aceitar" os resultados, mas observa que a posição dele pode mudar. Ao The Wall Street Journal, ele reconheceu que a guerra no Irã foi "uma parte" dos fatores da derrota. À Fox News, disse que "não tinha escolha" a não ser apoiar Paxton no Texas.

Sobre um possível novo impeachment, o g1 ouviu analistas que consideram que a nova Câmara pode abrir o processo, mas que a remoção de Trump é altamente improvável. A condenação exige dois terços do Senado, ou 67 votos, e os democratas têm 54 cadeiras. Segundo o cientista político Maurício Santoro, da Uerj, seria preciso um grande escândalo para que republicanos aderissem.

Os ângulos

Donald Trump

Segundo Poder360 e CNN Brasil, parabenizou os democratas, disse que aceita os resultados e que trabalhará com eles. Rejeita ver a derrota como rejeição ao seu governo e reconhece que a guerra no Irã teve influência.

Democratas

De acordo com o Poder360, Talarico centrou a campanha no custo de vida, Turek explorou o impacto das tarifas e da guerra contra o Irã, e Brown defendeu a redução do custo de vida e criticou a guerra e as tarifas. Brown afirmou, segundo o Guardian: "Eu não trabalho para as empresas de serviços. Eu não trabalho para os data centers. Eu não trabalho por Wall Street".

Analistas ouvidos pelo g1

A Câmara pode abrir um novo impeachment, mas o Senado dificilmente alcançaria os 67 votos necessários sem uma crise profunda e o apoio de muitos republicanos.

O que muda para você

Segundo o Poder360, a oposição passa a ter mais poder para dificultar a aprovação de propostas do governo e para rejeitar indicações presidenciais, como ministros, embaixadores e juízes federais, incluindo integrantes da Suprema Corte, que precisam do aval do Senado.

Fontes

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