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INTERNACIONAL

Mais de 53 milhões de americanos já votaram antes das eleições de meio de mandato

Segundo o g1, o total supera o de 2022; a eleição de terça-feira (3) define o equilíbrio de forças em Washington, com Trump em baixa nas pesquisas.

Paralax Brasil · · Edição do dia

Mais de 53 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato, as midterms, que ocorrem na terça-feira (3), segundo o g1. O título da reportagem diz que o número supera o total de 2022. Até o meio-dia de domingo, cerca de 29,8 milhões foram votos presenciais e 23,9 milhões, enviados pelo correio. O total ainda pode crescer, porque os prazos variam entre os estados.

Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e vários governos estaduais. Hoje, de acordo com a Folha de S.Paulo, os republicanos têm 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas, e 53 no Senado, contra 45 dos democratas e 2 independentes. O presidente Donald Trump não está na cédula, mas, segundo o g1, tratou a eleição como um teste para os dois primeiros anos de seu segundo mandato.

As pesquisas apontam vantagem democrata. Segundo levantamento Reuters/Ipsos concluído em 26 de outubro, citado pelo g1 e pela CNN Brasil, 32% dos adultos americanos aprovam Trump. Entre os eleitores registrados, 47% preferem candidatos democratas ao Congresso e 36%, republicanos. Pesquisa da CNN de 21 de outubro mostra 49% para os democratas e 39% para os republicanos. A Reuters/Ipsos também apurou que 73% consideram que o custo de vida vai na direção errada, em meio à inflação e à alta dos combustíveis após o início da guerra com o Irã.

Trump intensificou a campanha no fim de semana, com comícios em Iowa e no Kansas, e prevê nove tele-rallies, eventos por telefone, nesta segunda-feira (2), segundo o g1. De acordo com a CNN Brasil, o presidente prometeu em setembro US$ 5 mil a cada adulto americano se o partido mantiver a maioria nas duas Casas.

A Folha de S.Paulo relata que republicanos têm recorrido a ataques pessoais contra adversários democratas, como os candidatos ao Senado James Talarico, no Texas, e Abdul El-Sayed, em Michigan. O ex-senador republicano Jeff Flake chamou a tendência de “terrível”. A porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Senado sugeriu que os democratas provocaram os ataques. Os candidatos rebateram as afirmações.

Em Michigan, a deputada democrata Haley Stevens, derrotada por El-Sayed nas primárias, anunciou no domingo (1º) apoio ao republicano Mike Rogers, segundo o g1. A divergência entre os dois envolve principalmente Israel e a guerra em Gaza.

O eleitorado latino também ganhou atenção. Segundo cálculo do New York Times citado pela Folha, os democratas lideram entre prováveis eleitores latinos por 64% a 29%. Em 2024, Trump obteve 48% dos votos desse grupo. Jaime Flórez, do Comitê Nacional Republicano, disse desconfiar das pesquisas e prever recuo bem menor.

Os ângulos

Trump e o Partido Republicano

Trump transformou a eleição em teste de seu mandato e prometeu uma “vitória muito maior” na terça-feira, segundo o g1. O Comitê Nacional Republicano diz desconfiar das pesquisas sobre o voto latino e vê recuo menor que o apontado.

Democratas

Lideram as pesquisas para o Congresso e, segundo a Reuters/Ipsos, têm eleitores mais motivados: 46% dos democratas dizem estar muito motivados a votar, contra 30% dos republicanos. Condenaram os ataques republicanos, de acordo com a Folha, embora o texto registre que também recorreram a ataques pessoais em alguns casos.

O que muda para você

Segundo a CNN Brasil, a perda de uma das Casas do Congresso reduziria a margem de Trump para avançar sua agenda doméstica e ampliaria o espaço dos democratas para fiscalizar e investigar o governo. O g1 afirma que o resultado determinará o equilíbrio de forças em Washington nos próximos dois anos.

Fontes

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