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ECONOMIA

Dólar sobe 9,15% na semana e bolsa cai 9,88% em outubro

Segundo a Agência Brasil, a moeda fechou sexta-feira a R$ 5,446, enquanto o Ibovespa encerrou o mês com perda de 9,88%.

Paralax Brasil · · Edição do dia

O dólar fechou a sexta-feira, 30 de outubro, a R$ 5,446, e o Ibovespa recuou 0,75%, para 167.921,80 pontos, segundo a Agência Brasil. Na semana, a moeda subiu 9,15%, maior alta semanal desde outubro de 2008. A bolsa caiu 18,12%, maior queda semanal desde março de 2020.

No mês, o dólar avançou 5,27% e o Ibovespa perdeu 9,88%, de acordo com a Agência Brasil. A moeda chegou a R$ 5,463 durante o pregão e fechou no maior valor de 2026 até então. O índice da bolsa acumulou cinco sessões consecutivas de queda.

A Agência Brasil relaciona a pressão sobre os ativos brasileiros à reavaliação de posições dos investidores após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e às incertezas sobre a política fiscal e a equipe econômica do próximo governo. A procura por proteção cambial antes do feriado prolongado também influenciou o mercado, segundo a publicação.

O cenário internacional contribuiu para a cautela. A Agência Brasil aponta a queda de ações de empresas de tecnologia e preocupações com inflação e juros globais. Em Nova York, o índice S&P 500 caiu 1,82% na sexta-feira.

Em outro indicador de percepção de risco, o CDS de cinco anos do Brasil passou de 119,26 pontos em 23 de outubro para 141,02 pontos em 31 de outubro, alta de 18,25% em uma semana, segundo o Poder360. O veículo explica que o CDS mede o custo de proteção contra eventual calote e não representa uma probabilidade oficial de inadimplência.

O Poder360 atribui a alta do CDS à reavaliação dos riscos associados aos ativos brasileiros após a vitória de Lula. Segundo o veículo, investidores passaram a exigir um prêmio maior pela proteção contra eventual calote da dívida soberana.

Os ângulos

Investidores, segundo o Poder360

O avanço do CDS indica maior cautela em relação às perspectivas para a economia e à condução da política econômica; o veículo afirma que o mercado esperava uma gestão menos expansionista caso Flávio Bolsonaro vencesse.

Agência Brasil

A pressão sobre o real e a bolsa refletiu fatores domésticos, como a reavaliação de posições após a eleição e as incertezas fiscais, além de turbulências internacionais ligadas a empresas de tecnologia.

O que muda para você

O dólar fechou outubro a R$ 5,446. A alta encarece a moeda para quem precisa comprá-la; o material não detalha efeitos específicos sobre preços ou despesas dos leitores.

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